United demitirá quase 600 funcionários que não se vacinaram

United demitirá quase 600 funcionários que não se vacinaram

Mais uma companhia aérea decidiu demitir parte de seus colaboradores, após eles se recusarem a cumprir as regras da empresa de tomar a vacina contra a COVID-19 até o último dia 27 de setembro.

A United Airlines entrou para o time das companhias aéreas que iniciaram demissões de seus colaboradores, entre eles pilotos e comissários de bordo, por não se imunizarem contra o vírus causador da pior crise do setor em todos os tempos.

A companhia iniciou na quarta-feira, 29 de setembro, o processo de demissão de 593 funcionários, número esse que representa para a empresa quase 1% de todo seu pessoal vacinado, que soma 67.000 colaboradores. Deste total, cerca de 2.000 pediram alguma isenção devido a questões médicas ou religiosas.

No começo de agosto, diante da polêmica da obrigatoriedade das vacinas, o CEO da United, Scott Kirby, e o presidente, Brett Hart, disseram em nota interna acessada por jornalistas: “Sabemos que alguns de vocês vão discordar dessa decisão de exigir a vacina para todos os funcionários da United. Mas não temos maior responsabilidade para com você e seus colegas do que garantir sua segurança quando você está no trabalho, e os fatos são claros: todos estão mais seguros quando todos são vacinados”.

Agora, diante da decisão em continuar com o processo de desligamento, disseram: “Esta foi uma decisão incrivelmente difícil, mas manter nossa equipe segura sempre foi nossa prioridade”.

De acordo com o Paddle Your Own Kanoo, na reunião de rescisão contratual, os funcionários ainda terão a chance de apresentar seu comprovante completo de vacinação e escapar da demissão, sendo a última oportunidade oferecida pela companhia aérea.

Além das demissões, a empresa iria colocar todos seus funcionários isentos da vacina sob licença não remunerada por tempo indeterminado ou até que a empresa sentisse segurança com a diminuição dos casos de COVID-19, entretanto, a United resolveu postergar a aplicação da política até o dia 15 de outubro devido a um desafio legal apresentado por um pequeno grupo de funcionários.

 

 

Fonte: Aero In